Da sala de aula para o ensino remoto

Salas de aula cheias, hora do recreio e demais atividade que compunham a rotina escolar, de uma hora para outra deixaram de existir. A decisão de suspensão das aulas presenciais foi tomada pelos órgãos de saúde e pelo governador, Ibaneis Rocha, no dia 16 de março, em todo o Distrito Federal. Com a pandemia da Covid-10 a educação sofreu uma grande mudança. Professores e alunos precisaram se reinventar, redesenhando o processo de ensino-aprendizagem. 

Oito meses após o primeiro decreto de suspensão e várias outras prorrogações, hoje temos uma escola totalmente renovada, reinventada e mantendo a sua função básica que é ensinar. Apoiados por ferramentas presentes em nosso cotidiano e que só usávamos de forma esporádica e sem muita atenção, vimos nossos educadores se reinventando e estudando para garantir um bom ano letivo. 

As ferramentas digitais, antes vistas com maus olhos e com certa resistência por muitos, passaram a ser suas principais ferramentas de trabalho. Com uma metodologia totalmente desafiadora onde não só o professor, mas também o aluno, tiveram que se adaptar e conviver com uma nova rotina remota, onde o lápis e borracha foram “substituídos” pelo teclado e mouse e o quadro pela tela de monitores e smartphones, trazendo consigo uma infinidade de recursos, que muitas vezes ficavam na teoria e com o ensino remoto puderam se tornar realidade, proporcionando um compartilhamento mais ágil de conhecimento tanto do professor para o aluno, quanto do aluno para o professor.

No decorrer dos meses observamos a dificuldade na adaptação de toda a comunidade escolar. Ferramentas presentes em todos os computadores e smartphones como: Meet, Gmail, Documentos, Planilhas e até mesmo o queridinho de todos, o Whatsapp, passaram a ser instrumentos educacionais nas mãos de nossos educadores. Mas, nossos alunos, professores e gestores se adaptaram à chamada “nova educação”. O Colégio Guiness se preparou para não deixar os alunos ociosos e a não perder o ano letivo. 

Projetos e eventos que antes aconteciam de forma presencial, com decoração, música e a presença de toda a comunidade escolar, foram substituídos por reuniões em videoconferências mais intimistas, o que não causaram nenhuma perda pedagógica e que para muitos facilitou uma prática mais aprofundada de assuntos importantes que eram abordados nesses projetos. As festas, que eram dependentes de público presencial, foram feitas totalmente online, graças aos recursos de transmissão as chamadas “lives” com interação  em tempo real do público. 

Festa Junina transmitida ao vivo em 20 de jun. de 2020

Mesmo com uma futura retomada do ensino presencial e o eventual fim da pandemia, acreditamos que as ferramentas digitais são algo já incorporado ao ensino ganhando destaque na nossa vivência educacional, tornando-se aliados importantes nesse processo do “novo normal”, facilitando a capacitação e formação, deixando nossas aulas mais atraentes, dinâmicas e lúdicas. Aliar ferramentas on-line será uma solução para o momento e também para o futuro. Acreditamos que o ensino remoto ofereceu aos nossos estudantes novas maneiras de absorver o conhecimento.